sexta-feira, 24 de julho de 2009

Mídia

Dados sobre faturamento dos meios fonte Propmark.

Com um faturamento bruto de R$ 15,042 bilhões, o meio televisão mantém a liderança dos investimentos em mídia no Brasil. O volume contabiliza as PIs (Pedidos de Inserção) do primeiro semestre de 2009. A participação das emissoras cresceu para 54%, contra 50% do mesmo período do ano passado, quando foi registrado R$ 13,378 bilhões. O crescimento das TVs foi 12%. A internet teve o maior crescimento entre os canais de mídia: 21%. O faturamento da web foi de R$ 784,6 milhões nos primeiros seis meses de 2009, contra R$ 649,3 milhões do primeiro semestre do ano passado. A executiva Dora Câmara, diretora do Ibope Monitor, instituto que faz a medição de compra de mídia no País com base nos preços cheios da tabela dos veículos de comunicação, sem descontos e negociações, explica que os dados de internet ainda vão sofrer alteração para atender demanda do mercado. "Vamos trabalhar junto com o Grupo de Mídia e outras entidades para ajustar a forma de valoração desse meio que começou a ser pesquisado este ano, mas que vem sendo monitorado desde 2008. A variação, porém, não será muito grande, para mais ou para menos", explicou Dora. A internet assegurou 3% de market share, superando a mídia cinema - que aparece com 1% de presença nos investimentos em mídia - com R$ 177,1 milhões no período, contra R$ 170,7 milhões do ano passado. Os jornais mantêm a 2ª posição com, R$ 6,3 bilhões de faturamento, mas tiveram 3% de queda de participação de mercado sobre 2008, quando tinham 26% e anotaram R$ 6,9 bilhões. As revistas mantêm share de 8%, neste ano com R$ 2,262 bilhões contra R$ 2,243 bilhões em relação ao período de janeiro a junho do ano passado. Os mesmos 8% de participação têm as TVs pagas nos primeiros semestres de 2008 e 2009, este ano com R$ 2,199 bilhões. O rádio elevou participação para 5% com faturamento de R$ 1,2 bilhão. O outdoor reduziu volume de recursos de R$ 32 milhões para R$ 26 milhões.Entre os anunciantes, as Casas Bahias permanecem na liderança do ranking do Ibope Monitor este ano, com R$ 1,48 bilhão no 1º semestre - enquanto no ano passado disponibilizou verba de R$ 1,407 bilhão. A Unilever está na 2ª posição, a mesma de 2008, agora com R$ 808,2 milhões, menor do que os R$ 874 milhões milhões do ano passado, queda que é explicada devido a redução de 32% das verbas de mídia da categoria de higiene e beleza. A AmBev, com um investimento de R$ 467,5 milhões, confirmou o 3º lugar, o mesmo de 2008 - quando as PIs do anunciante chegaram a R$ 311,8 milhões. A Caixa Econômica Federal passou para o 4º lugar, com R$ 409,3 milhões. No ano passado a CEF estava em 6º, com R$ 267,6 milhões. A Fiat manteve o 5º lugar, agora com R$ 371,5 milhões, mas no 1º semestre do ano passado a montadora registrou R$ 275,2 milhões. A Hyundai, que ano passado teve verba de R$ 187,4 milhões e ocupava a 15ª posição do ranking do Ibope, passou para o 6º lugar com investimento bruto de R$ 258,2 milhões. A TIM também teve crescimento vertical: saltou da 27ª posição no ano passado, com uma verba de R$ 125,1 milhões, para a 7ª, com R$ 255,6 milhões.A praça de São Paulo concentrou o maior investimento publicitário do País com 30% de share e R$ 8,3 bilhões, contra R$ 8 bilhões e o mesmo volume de participação de mercado no ano passado. A rubrica nacional que envolve revistas, TVs por assinatura e internet, contabilizou R$ 4,9 bilhões e 18% de share. Com participação de 13%, o Rio de Janeiro é o 3º colocado, com R$ 3,6 bilhões. A praça de Vitória, que passou a ser pesquisada este ano, não só os investimentos publicitários, mas também a quantidade de GRPs (Gross Rating Points), tem 1% de share e R$ 316 milhões de faturamento."Há queda de 2% no setor financeiro e de 44% no imobiliário. A indústria farmacêutica teve elevação de 39%, com destaque para medicamentos para dor, que tiveram 71% mais investimentos no período, e para gripe, com 56%, nesse caso atribuo a elevação à gripe suína. Nos serviços ao consumidor, a telefonia aumentou em 136% os investimentos e saúde 32%. A campanhas públicas registram 54% de aumento de verbas. Como há um crescimento de 6% no semestre, quando o cenário era pessimista, acredito que até dezembro o mercado vai manter ou até até subir as previsões", finalizou Dora.

Paulo Macedo

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