quarta-feira, 29 de julho de 2009

Microsoft e Yahoo finalmente fecham parceria.

Depois de mais um ano de sondagens e de tentativas de negociação, a Microsoft e o Yahoo finalmente decidiram unir forças para fortalecer suas marcas no mercado da web. As companhias anunciaram nesta quarta-feira, 29, um acordo de parceria para as áreas de publicidade e buscas pelos próximos dez anos.
Embora os detalhes do acordo não tenham sido revelados pelas duas companhias, a parceria das duas marcas estará alicerçada no Bing - o novo buscador, lançado no último mês de maio pela Microsoft. Com o acordo, o novo buscador incorporaria a sua tecnologia no sistema de buscas do Yahoo. Em contrapartida, a Microsoft aproveitaria a força de mercado do Yahoo, deixando a empresa administrar todas as negociações publicitárias para os dois sistemas de buscas.
A batida do martelo entre as duas companhias pode significar o surgimento de um concorrente mais forte no universo das buscas, até então dominado pelo Google, que detém 65% do mercado mundial. A expectativa é de que, em breve, as duas companhias detalhem os planos e investimentos que compreendem a parceria.

Antes da confirmação da associação, o mercado já previa que o Bing funcionaria como plataforma de apoio para a união dos interesses das duas companhias. Caso as marcas confirmem o acordo, o Bing passará a ser o buscador padrão do Yahoo - que é detentor de 19,6% do mercado de buscas nos Estados Unidos.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Mídia

Dados sobre faturamento dos meios fonte Propmark.

Com um faturamento bruto de R$ 15,042 bilhões, o meio televisão mantém a liderança dos investimentos em mídia no Brasil. O volume contabiliza as PIs (Pedidos de Inserção) do primeiro semestre de 2009. A participação das emissoras cresceu para 54%, contra 50% do mesmo período do ano passado, quando foi registrado R$ 13,378 bilhões. O crescimento das TVs foi 12%. A internet teve o maior crescimento entre os canais de mídia: 21%. O faturamento da web foi de R$ 784,6 milhões nos primeiros seis meses de 2009, contra R$ 649,3 milhões do primeiro semestre do ano passado. A executiva Dora Câmara, diretora do Ibope Monitor, instituto que faz a medição de compra de mídia no País com base nos preços cheios da tabela dos veículos de comunicação, sem descontos e negociações, explica que os dados de internet ainda vão sofrer alteração para atender demanda do mercado. "Vamos trabalhar junto com o Grupo de Mídia e outras entidades para ajustar a forma de valoração desse meio que começou a ser pesquisado este ano, mas que vem sendo monitorado desde 2008. A variação, porém, não será muito grande, para mais ou para menos", explicou Dora. A internet assegurou 3% de market share, superando a mídia cinema - que aparece com 1% de presença nos investimentos em mídia - com R$ 177,1 milhões no período, contra R$ 170,7 milhões do ano passado. Os jornais mantêm a 2ª posição com, R$ 6,3 bilhões de faturamento, mas tiveram 3% de queda de participação de mercado sobre 2008, quando tinham 26% e anotaram R$ 6,9 bilhões. As revistas mantêm share de 8%, neste ano com R$ 2,262 bilhões contra R$ 2,243 bilhões em relação ao período de janeiro a junho do ano passado. Os mesmos 8% de participação têm as TVs pagas nos primeiros semestres de 2008 e 2009, este ano com R$ 2,199 bilhões. O rádio elevou participação para 5% com faturamento de R$ 1,2 bilhão. O outdoor reduziu volume de recursos de R$ 32 milhões para R$ 26 milhões.Entre os anunciantes, as Casas Bahias permanecem na liderança do ranking do Ibope Monitor este ano, com R$ 1,48 bilhão no 1º semestre - enquanto no ano passado disponibilizou verba de R$ 1,407 bilhão. A Unilever está na 2ª posição, a mesma de 2008, agora com R$ 808,2 milhões, menor do que os R$ 874 milhões milhões do ano passado, queda que é explicada devido a redução de 32% das verbas de mídia da categoria de higiene e beleza. A AmBev, com um investimento de R$ 467,5 milhões, confirmou o 3º lugar, o mesmo de 2008 - quando as PIs do anunciante chegaram a R$ 311,8 milhões. A Caixa Econômica Federal passou para o 4º lugar, com R$ 409,3 milhões. No ano passado a CEF estava em 6º, com R$ 267,6 milhões. A Fiat manteve o 5º lugar, agora com R$ 371,5 milhões, mas no 1º semestre do ano passado a montadora registrou R$ 275,2 milhões. A Hyundai, que ano passado teve verba de R$ 187,4 milhões e ocupava a 15ª posição do ranking do Ibope, passou para o 6º lugar com investimento bruto de R$ 258,2 milhões. A TIM também teve crescimento vertical: saltou da 27ª posição no ano passado, com uma verba de R$ 125,1 milhões, para a 7ª, com R$ 255,6 milhões.A praça de São Paulo concentrou o maior investimento publicitário do País com 30% de share e R$ 8,3 bilhões, contra R$ 8 bilhões e o mesmo volume de participação de mercado no ano passado. A rubrica nacional que envolve revistas, TVs por assinatura e internet, contabilizou R$ 4,9 bilhões e 18% de share. Com participação de 13%, o Rio de Janeiro é o 3º colocado, com R$ 3,6 bilhões. A praça de Vitória, que passou a ser pesquisada este ano, não só os investimentos publicitários, mas também a quantidade de GRPs (Gross Rating Points), tem 1% de share e R$ 316 milhões de faturamento."Há queda de 2% no setor financeiro e de 44% no imobiliário. A indústria farmacêutica teve elevação de 39%, com destaque para medicamentos para dor, que tiveram 71% mais investimentos no período, e para gripe, com 56%, nesse caso atribuo a elevação à gripe suína. Nos serviços ao consumidor, a telefonia aumentou em 136% os investimentos e saúde 32%. A campanhas públicas registram 54% de aumento de verbas. Como há um crescimento de 6% no semestre, quando o cenário era pessimista, acredito que até dezembro o mercado vai manter ou até até subir as previsões", finalizou Dora.

Paulo Macedo

Twitter lança guia para empresários com dicas e as principais vantagens que organizações podem obter com o devido uso do microblog.

Twitter lança um hot site com um guia (em inglês) para orientar empresas interessadas em participar do microblog e tirar proveito do popular serviço. A decisão de criar um guia para empresários veio após o resultado do estudo feito pela Harris Interactive que ouviu diversos profissionais de marketing e apontou que 55% deles não conheciam o site ou pensavam que ele não era útil para suas companhias.
Diz o guia que uma das principais vantagens do Twitter é dar a chance para a companhia se comunicar de modo casual com o consumidor. Segundo o Twitter 101, o microblog representa uma oportunidade de a marca usar os termos empregados pelo cliente final, criando um relacionamento amigável, o que seria mais difícil de se conseguir em outros meios.
acompanhe as dicas do Twitter 101. (Inglês)

terça-feira, 21 de julho de 2009

Oitava edição da pesquisa Marcas de Confiança, realizada pelo Ibope Inteligência. Aponta Roberto Justus como Publicitário mais confiável do Brasil.

Segundo resultado da oitava edição da pesquisa Marcas de Confiança, realizada pelo Ibope Inteligência com uma amostra de 1.500 entrevistados, leitores da revista Seleções aponta Roberto Justus, presidente do Grupo Newcomm e da Y&R, como o publicitário mais confiável do Brasil.
Segundo colocado em 2008, Justus contou com a indicação estimulada de 50% dos ouvidos, sendo seguido por Nizan Guanaes (44%), Eduardo Fischer (39%), Celso Loducca (38%) e Marcello Serpa (37%).
Em todas as três edições anteriores, desde que a categoria foi incluída na pesquisa, em 2006, o vencedor foi Washington Olivetto, agora considerado hors-concours e incluído no novo Hall da Confiança. Os demais hour-concours, que também já venceram três vezes em suas áreas, são os cantores Roberto Carlos e Milton Nascimento, a atriz Fernanda Montenegro, o apresentador Jô Soares, o escritor Luis Fernando Veríssimo, e o empresário Antonio Ermírio de Moraes.

Esses resultados tem ligação direta a exposição de cada candidato na mídia de massa como o grande Washington Olivetto vencedor de diversos leões de ouro em cannes e Roberto Justus com forte presença na mídia com seu reality show “O Aprendiz”.

Confira, a seguir, o resultado completo da pesquisa Marcas de Confiança 2009:

Marca mais confiável, independente da categoria: Nestlé (18%)
Marca mais socialmente responsável: Petrobras (14%) e Natura (13%)

Categorias:
Automóvel: Chevrolet (24%) e Fiat (24%)
Eletrodomésticos: Brastemp (54%)
Aparelhos eletrônicos: Sony (36%)
Telefone celular: Nokia (43%)
Computador: Dell (22%)
Banco: Banco do Brasil (34%)
Cartão de crédito: Visa (60%)
Previdência privada: Bradesco (22%) e BrasilPrev (19%)
Companhia de seguro: Porto Seguro (25%)
Assistência médica: Unimed (53%)
Companhia aérea: TAM (48%)
Provedor de internet: UOL (24%)
Operadora de telefonia móvel: Vivo (34%)
Operadora de telefonia fixa: Oi (43%)
Vitamina: Centrum (12%)
Analgésico: Dorflex (15%), Anador (14%) e Tylenol (13%)
Creme dental: Colgate (59%)
Sabonete: Dove (28%) e Lux (24%)
Shampoo/Condicionador: Seda (26%)
Maquiagem: Avon (36%)
Creme para pele: Natura (27%)
Protetor solar: Sundown (37%)
Tintura para cabelo: Imédia Excellence L?Oreal (23%)
Absorvente: Sempre Livre (35%)
Sabão em pó: Omo (80%)
Detergente líquido para louças: Ypê (45%)
Óleo comestível: Liza (31%)
Margarina: Qualy (33%)
Suco concentrado ou pronto: Maguary (21%) e Ades (19%)
Café: Melitta (18%) e Pilão (18%)
Adoçante: Zero Cal (46%)
Refrigerante: Coca Cola (57%)
Chocolate: Nestlé (44%)
Sorvete: Kibon (76%)
Iogurte/Bebida láctea: Danone (31%)
Cereal matinal: Kellogg's (41%)
Ração para animais domésticos: Pedigree (26%)
Hipermercado: Extra (19%) e Carrefour (19%)
Bandeira de posto de gasolina: Petrobras (47%)
Tinta para pintura de parede: Suvinil (57%)
Cama, Mesa e Banho: Teka (35%)
Utensílios domésticos: Tramontina (37%)

Instituições, profissões e personalidades:
Instituições/Organizações do Brasil: Correios (85%)
Profissões: Bombeiros (97%)
Jornalistas: Ana Paula Padrão (85%)
Apresentadores: Marília Gabriela (76%) e Patrícia Poeta (76%)
Artistas: Tony Ramos (91%) e Lima Duarte (91%)
Cantores: Chico Buarque (80%)
Autores de Livro: Dráuzio Varella (89%)
Esportistas: Lars Grael (92%)
Executivos: Alessandro Carlucci, presidente da Natura (77%)
Publicitários: Roberto Justus, presidente do Grupo Newcomm (50%)
Outros: Deus (98%)

Rede social é palco escolhido pela MPM para estrear institucional da Ambev e atrair candidatos ao programa de trainee da companhia



Campanha institucional criado pela agência MPM Propaganda para Ambev terá plataforma inspirada nos jogos portáteis dos anos 80, para divulgar de forma interativa o programa de trainee. É o primeiro trabalho da agência presidida por Bia Aidar na conta institucional da multinacional desde que esta migrou da NovaS/B, há cerca de três meses.
Uma campanha na mídia impressa, com cinco modelos de anúncios para jornais e revistas, e banners na internet servirão também para chamar usuários a testar o jogo e visitar o portal dos trainees da Ambev, onde cinco deles terão um blog contando o dia a dia do trabalho na empresa. Todos aparecem com camisas em que as logomarcas das principais bebidas da companhia são trocadas por Sucesso (Skol), Oportunidades (Antarctica), Chance (Brahma), Carreira (Guaraná) e Futuro (Bohemia), mesma linha seguida nos anúncios impressos. Lembrando que o programa é destinado para maiores de 18 anos.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Semiótica um tema muito amplo e bem discutido na Net com vários pontos de vista aqui segue o meu!

Essa resenha sobre o livro “O QUE É SEMIÓTICA” de Lúcia santaella tem por objetivo analisar os pontos principais do estudo sobre semiótica do ponto de vista de um homem que se dedicou ao estudo da lógica, Charles Sanders Peirce, filho de Benjamim Peirce, na época um dos mais importantes matemáticos de Harvard.
Charles Sanders Peirce licenciou-se em ciências e doutorou-se em Química em Harvard. Ensinou filosofia nesta universidade e na Universidade de John Hopkins. Foi o fundador do Pragmatismo e da ciência dos signos, a semiótica. Antecipou muitas das problemáticas do Círculo de Viena.
Além dos títulos descritos, Peirce também era matemático, físico e astrônomo. Dentro das ciências culturais estudou particularmente
Linguística, Filologia e História, com contribuições também na área da Psicologia Experimental. Estudou praticamente todos os tipos de ciência em sua época, sendo também conhecedor de mais de dez idiomas.
Ao longo do desenrolar do texto, abordarei os principais tópicos do estudo da semiose de Pierce, aplicada a publicidade.

Palavras-Chaves: Lúcia santaella, Charles Sanders Peirce, O que é Semiótica, Publicidade.


Introdução
Semiótia do Grego “Semioké” ou a arte dos sinais, termo originário da palavra “Semion = Signo. O primeiro a chamar semiótica de “ciência dos signo”, foi o filosofo britânico John Locke (1632-1704).
Do século XVI aos dias de hoje surgiram inúmeros intelectuais adepto ao estudo da semiótica, mas Charles Sanders Peirce certamente é o nome melhor indicado para traduzir o termo Semiótica como a Ciência do signo.
Esse pensador americano nascido em Cambridge, 10 de setembro de 1839 e falecido a 19 de abril de 1914 em Milford, foi filósofo, cientista, matemático entre outras Disciplinas do saber, Pierce foi antes de tudo cientista, mas mais que isso um apaixonado pelo estudo da lógica, sendo esse interesse em estudar a lógica aplicada às ciências, para Peirce entender a lógica das ciências era entender seus métodos de raciocínio.
Peirce é conhecido pelas suas obras sobre lógica, filosofia da ciência, filosofia da linguagem e semiótica pragmática, nome que ele da a sua teoria no geral. A isso tudo damos o nome de semiótica filosofia da ciência.
Semiótica visão peirciana da lógica conhecida no geral como, Ciência/Teoria/ Doutrina ou simplesmente ponto de vista sendo esse ultimo o termo mais adequado para representar a palavra semiótica como forma de se olhar o mundo. Segundo Peirce vemos o mundo como objeto que nada mais é que uma representação, logo objeto são os signos. Nosso ponto de vista é como representamos os objetos, portanto é a percepção que o ser humano tem do mundo, que nada mais são que representações do real, mas que em sua essência não constitui o real. Damos a esse fato o nome de signo, pois reconhecemos o mundo através dos mesmos. Peirce divide o signo em três partes: representante, objeto e interpretante.
Percepção do signo
A primeiridade sendo o primeiro efeito é o primeiro tipo de parcialidade que percebemos (por que) nos não conseguimos perceber os inteiros. a qualidade distintiva do objeto. Sendo a categoria que dá à experiência a sua originalidade e liberdade a qualquer elemento segundo. Mas ao mesmo tempo, primeiridade é o componente do segundo.
A segundidade é o ato do existir, é aquilo que da a experiência. Ação e reação. Algo materializado. Finalmente terceridade é o que aproxima um primeiro e um segundo é o pensamento intelectual é o pensamento em signos através do qual interpretamos e representamos o mundo.

Jeito 1: representa a partir que eu penso, automaticamente ele é passado. Por tanto passa a ser jeito 2.
Jeito 2: Ação / Reação é causa efeito, é notar o que é visualizando pelo interpretante.
Jeito 3: É o reconhecimento do objeto a partir da minha memória ou minha percepção do mundo.
Ver algo como signo é ver esse algo terceiramente. Por tanto :
1.Primeridade. Sensação, Qualidade, Forma.
2.Segundidade. Ver em ato, o atual o sujeito é o objeto.
3.Terceridade. O entender, o nomear, o saber. É o registro simbólico do fato.
A divisão descrita acima como se pode ver trata- se de uma espécie de mapeamento ema divisão lógica do pensamento a partir disso Pirce estabeleceu 10 classes principais de signos. Não se fazendo necessário o estudo a fundo dessas 10 classe a esse trabalho de analise do estudo da semiótica aplicado ao processo de comunicação publicitário.
Há uma enorme variação de definição de signo descrita nos textos de Peirce dentre elas:
“um signo intenta representa, em parte pelo menos, um objeto que é, portanto, num certo sentido, a causa ou determinante do signo, mesmo se o signo representar seu objeto falsamente. Mas dizer que ele representa seu objeto implica que ele afete uma mente, de tal modo que, de certa maneira, determine naquela mente algo que é mediatamente devido ao objeto. Essa determinação da qual a causa imediata ou determinante é o signo, e da qual a causa mediata é o objeto, pode ser chamada o interpretante”
Portanto Signo é qualquer coisa que esteja no lugar (que faça representação a algo) de qualquer outra coisa para alguém em algum aspecto. Portanto se as nuvens fazem referência a chuva, ela para mim é signo por que está no lugar de chuva que ainda não veio, mas que suponho que virá, podemos dizer que o signo é a matéria da linguagem.
Sistema de signo que se destina ao estabelecimento de vínculos com base na troca de informações sobre o mundo. Qualquer signo, imagens, sons, palavras, desenhos, gestos ou posturas, tais como estilo, chamamos de linguagem. Quando pensamos em um fato traduzimos o real para representação a partir de signo que transformamos em linguagem para nos comunicarmos com outra pessoa.
Quando pensamos no mundo pensamos em signo, mas a minha percepção do mundo não é o mundo, sendo assim nenhum relato do fato representa totalmente o fato.
Portanto Semiótica é uma Ciência que estuda a produção do sentido nas diversas linguagens que possibilita a comunicação.


“As linguagens estão fundamentadas em esquemas perceptivos. Assim sendo, os processos perceptivos também fazem parte dos estudos semióticos. Além disso, a semiótica estuda os processos de comunicação, pois não há mensagem sem signos e não há comunicação sem mensagem. É por isso que a semiótica nos habilita a compreender o potencial comunicativo de todos os tipos de mensagens, nos variados efeitos que estão aptos a produzir no receptor. Esses efeitos vão desde o nível puramente emocional, sensório até os níveis metafóricos e simbólicos.” (SANTAELLA)
O profissional de comunicação envolvido no processo criativo ao desenvolver uma campanha ou mesmo peça publicitária deve ter em mente os conceito semiótico a fim de melhor selecionar os elementos a utilizar no desenvolvimento da mensagem, para otimizar seu impacto emotivo e conceitual sobre determinado público (Target). Com o mundo mercadológico, cada vês mais segmentado a semiótica desempenha um papel importante no sentido de pré seleção dos elementos apropriados a construção simbólica da comunicação entre a marca e o target. O impacto ou não que a publicidade desperta sobre o target é o interpretante da publicidade.

A análise Semiótica pode ser encarada como uma importante ferramenta para empresas e marcas, pois, a teoria dos signos de Peirce, nos fornece um grande mapa lógico que pode nos auxiliar no reconhecimento do universo dos signos, na discriminação das principais diferenças entre signos e no aumento da nossa capacidade de interpretação dos conceitos sociais. Sobre o comportamento do público seus valores, costume e religião. Onde uma temática de sucesso destinada à população do continente americano pouco provavelmente servirá aos povos do continente asiático. (Exemplo: anuncio de Churrascaria)
A peça publicitária sobre o aspecto semiótico pode ser índice (indicar algo), símbolo (sugerir algo) ou ícone (representar algo), ou conter os três elemento em uma única peça utilizando de elementos enraizados na cultura da população/Sociedade (Target).

Analise semiótica aplicada à Criação publicitária.



A criação do cachorro-peixe precisou de algumas centenas de horas de trabalho de computação gráfica antes da primeira veiculação na TV brasileira, em novembro de 2008. A peça foi focada no público jovem, potencial consumidor do SpaceFox, para ressaltar de maneira bem-humorada o principal conceito do modelo da Volkswagen, o amplo espaço interno de um carro robusto e confortável.
Para isso, o vídeo mostra o estilo de vida despojado de um surfista na praia com seu animal de estimação um alegre cachorrinho (índice), que hora um simples cão hora uma mistura de cachorro com peixe (símbolo) criação imaginária do personagem jovem surfista.

A idéia de usar a imagem de dois índices que conhecemos muito bem sendo o cachorro uns dos animais de estimação mais popular no Brasil e um peixe representando o mar, para juntos formarem um símbolo de animal de estimação companheiro para todas as horas. Nada mais apropriado do que um cachorro-peixe como animal de estimação de um surfista que passa a maior parte do dia na praia.
O “cachorro-peixe é um símbolo imaginário do personagem surfista a fim de reforça a mensagem principal da peça” SpaceFox. Cabe o que você imaginar.

Analise semiótica aplicada à propaganda nazista.




A imagem mostra o líder nazista Adolf Hitler segurando a bandeira do partido nazi (índice), sua pose lembra e muito São João, santo cristão (símbolo), que remete ao homem que traz a salvação. Ao fundo acima da cabeça de Hitler ha um avião iluminado (índice), mas que na verdade passa a idéia de ser uma pomba símbolo cristã (Símbolo).
Importante citar que essa peça foi criada com objetivo de divulgar o partido Nazi em comunidades Cristãs onde o mesmo tinha poucos seguidores.

Mídia Dados 2009.


O Grupo de mídia lança a mais nova edição do Mídia dados 2009, uma ótima referencia para profissionais e estudantes de comunicação, marketing e pesquisa.
O Grupo de Mídia disponibiliza a versão digital via internet para consultar: Mídia Dados 2009

segunda-feira, 13 de julho de 2009

jogo educativo, e muito profissional.

Li esta matéria no Jornal carreiras & sucesso e achei muito interessante por isso decidi postar, seria uma ótima forma de avaliar novos candidatos a estágio.
As grandes agências de publicidade deveriam investir em um jogo com base no dia a dia de uma agência de publicidade real, utilizando a plataforma do jogo Global Management Challenge (GMC). Quer saber mais sobre o assunto ?. Só ler a matéria abaixo:

Por Daniel Limas

Você ainda acredita que jogos e simuladores servem apenas para o entretenimento e alienação de crianças, jovens e adultos? Felizmente, esse conceito está mudando nos últimos anos e a tecnologia já ajuda empresas, estudantes e profissionais em busca de conhecimento. Inclusive, a importância dos jogos e simuladores online já foi tema de duas matérias de nossos jornais Catho Notícias e Estilo & Gestão RH.

Pois existem competições nacionais e internacionais, que, por meio de simuladores, testam habilidades e conhecimentos de estratégia e gestão em diferentes cenários. Uma delas é a Global Management Challenge (GMC), que é considerada a maior competição internacional nessa área e, neste ano, completou 30 edições. Apesar de competir com equipes de todo o mundo, o Brasil não faz feio. A iTGO, equipe brasileira que participou da fase internacional da 30ª edição, realizada em abril deste ano, em Lisboa, chegou à semifinal do jogo.


Composta pelos estudantes Mauro Seiji Fukunaga, Marcos Massanori Takizawa, Thiago Ribeiro Takahashi, Marcelo Toshio Uenoyama e Marcelo Takizawa, esses dois últimos alunos atuais do Curso de Especialização em Administração para Graduados (CEAG) da Escola de Administração de Empresas de SP da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP), a equipe iTGO também foi a vencedora das duas últimas edições do Brasil GMC, etapa brasileira da competição. Mas, Mas, antes de tudo, é fundamental explicar um pouco sobre este jogo.

“O GMC nada mais é que uma competição de gestão e estratégia. Sem nenhum risco para a empresa, o participante pode simular inúmeras tomadas de decisões. É como se ele fosse o CEO da organização”, explica Awdrey Ribeiro, gerente doGMC no Brasil. Ela ainda conta que o simulador traz diversos cenários econômicos e financeiros para o aluno, que deve traçar estratégias. Por exemplo, é possível verificar o que acontece caso a equipe decida vender o produto mais barato ou mais caro, contratar muitas pessoas para a linha de produção, vender mais pela internet, ter margem de lucros maiores, ser vítima de uma boato de aquisição, entre diversas outras variáveis.

“Os profissionais podem ler, estudar, fazer cursos, ter aulas, mas só a partir de um game que você aprende na prática sem correr qualquer risco”, aponta Awdrey. Ela continua explicando como é a metodologia do Global Management Challenge: todos os competidores recebem informações sobre uma mesma empresa fictícia e o mercado onde está inserida. Cada grupo deve traçar estratégias para vender os produtos desta organização para diferentes mercados, incluindo a definição de preço, máquinas para produzir, funcionários necessários, custos de produção, matérias-primas, turnos, investimentos em marketing, dividendos para acionistas, enfim, tudo o que se espera de uma empresa.

Ou seja, a equipe deve entender muito sobre as quatro grandes áreas da gestão: Recursos Humanos, Marketing, Produção e Finanças. “Nesse contexto, os estudantes podem encarar greves, perda de importantes funcionários devido aos salários baixos, absenteísmo elevado, etc. Outro diferencial é que o GMC não é uma competição para avaliar os resultados isolados da organização. Ela avalia segundo as decisões e resultados dos outros grupos concorrentes”, esclarece Awdrey.


Portanto, a decisão do grupo deve ser a mais acertada e equilibrada. “Na hora da avaliação, leva-se em conta as reservas financeiras e o grau de endividamento causado pelas decisões. Assim como na vida real, não adianta uma empresa ter apenas preço e lucro muito bons. Uma série de indicadores devem ser avaliados como, por exemplo, se o investimento em Marketing foi absurdo ou se o grau de endividamento é muito elevado”, explica.

Aprendizado

O que o estudante ganha ao participar do Global Management Challenge?

“Um participante do GMC adquire muita agilidade ao tomar decisões dentro de uma organização. Seu raciocínio fica muito mais lógico, rápido e já está treinado a analisar as situações antes de decidir algo”, enumera Awdrey. Além disso, o participante aprende a trabalhar em equipe - pois na competição, todas as decisões são feitas em conjunto - e sabe o quanto uma decisão qualquer impacta em diferentes áreas da empresa.

Ela exemplifica: o Marketing tem a meta de aumentar o faturamento em 10% no ano. Enquanto isso, o Faturamento tem meta de reduzir a inadimplência a zero. Ou seja, o Marketing quer vender e o Faturamento segurar o crédito. “Nessa competição, é possível ver as consequências de cada decisão”, explica. Outra vantagem de quem participa dessa competição é saber trabalhar sob pressão e ter a experiência de avaliar objetivamente indicadores e ter criatividade para traçar as melhores estratégias.

Marcelo Takizawa, um dos integrantes do iTGO e analista de informação sênior na indústria farmacêutica Boehringer Ingelheim, que já participou de cinco edições é da mesma opinião. “O maior aprendizado é o pensamento estratégico. Você aprende a entender o negócio com um todo. Consegue traduzir os indicadores e resultados, analisar os erros e os acertos, avaliar a história e entender os competidores. Mas antes disso, temos de compreender o que é um balanço financeiro, o que é um fluxo de caixa e diversos outros detalhes da empresa desde a produção ao Marketing. É aprender a ter a visão macro de um CEO”, explica o engenheiro.

Esse, por sinal, é um dos seus objetivos profissionais. “Hoje, imagino duas opções: ser CEO da minha própria empresa ou ir subindo de cargo dentro de uma organização”, aponta. “Até por isso me formei em engenharia, mas logo fui buscar uma pós-graduação em Administração”. Outra vantagem apontada por Marcelo é poder ampliar a rede de contatos, o chamado networking. “Acabamos conhecendo muitas pessoas de outros países e nos expomos para as empresas patrocinadoras do GMC”.

Awdrey aproveita para recordar que existem casos de participantes do GMC que já ocupam cargos importantes em algumas organizações. “Lembro-me de um caso de um estagiário do Santander que venceu a etapa internacional, que foi estudar na Espanha com apoio do banco e que hoje virou diretor. Há também o caso de um português que veio para o Brasil e virou superintendente de novos negócios da Energias do Brasil”, aponta. “Ou seja, as empresas realmente entendem que os participantes desta competição são profissionais já prontos e diferenciados e, no mínimo, mais esforçados que outros estudantes, já que estudam, trabalham e ainda encontram tempo para participar do GMC”, finaliza.

Inscrições
O ideal é que a equipe (três a cinco pessoas) seja composta de estudantes (graduação ou pós) nas áreas de Administração, Engenharia, Finanças, Marketing e Contabilidade para garantir conhecimentos nessas diversas áreas.

Os interessados devem ler as regras do Global Challenge Management no sitehttp://www.globalchallenge.com.br e enviar um e-mail para globalchallenge@ibcbrasil.com.br.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Dúvida sobre termos adequados em mídia

Estávamos nós integrantes da agência XeQue, assistindo a uma apresentação de TCC, do curso de comunicação social. Quando um aluno ao apresentar o plano de mídia referiu-se a TV por assinatura como “TV fechada”, logo depois do término da apresentação um homem, convidado pela instituição de ensino para participar da banca questionou ” por que? TV fecha. Pois se eu pago em dia minhas mensalidade ela se abre”, disse o homem com ar irônico.

Após o fato ficamos nos questionando sobre o ocorrido, mas logo esquecemos o assunto e tomamos aquilo como verdade. Estava eu lendo uma matéria sobre a cobertura do festival de publicidade Cannes Lions onde havia uma mensagem do diretor de criação da AlmapBBDO, Marcello Serpa que falava sobre a premiação do filme “Cachorro-Peixe criado para SpaceFox da Volkswagen na categoria automóveis:

"Me deixa muito orgulhoso o fato do Ouro e do Bronze para os filmes da Volkswagen terem sido conquistados com comerciais do nosso dia-a-dia, extensivamente veiculados na TV aberta e fechada - e não somente de madrugada. Eles representam a propaganda verdadeira do Brasil. Ou amadurecemos e nos dedicamos a trabalhos reais e maduros, ou estaremos condenados à obscuridade, pois o pensamento global está cada vez mais sofisticado. Em Cyber, por exemplo, a mídia evoluiu e o Brasil parou no uso de sacadinhas criativas e idéias limitadas nelas mesmas", avalia.

Não que eu queira questionar a palavra fechada, mas vejo o mundo acadêmico muito distante do dia-a-dia da atividade publicitária. Isso me entristece.