Essa resenha sobre o livro “O QUE É SEMIÓTICA” de Lúcia santaella tem por objetivo analisar os pontos principais do estudo sobre semiótica do ponto de vista de um homem que se dedicou ao estudo da lógica, Charles Sanders Peirce, filho de Benjamim Peirce, na época um dos mais importantes matemáticos de Harvard.
Charles Sanders Peirce licenciou-se em ciências e doutorou-se em Química em Harvard. Ensinou filosofia nesta universidade e na Universidade de John Hopkins. Foi o fundador do Pragmatismo e da ciência dos signos, a semiótica. Antecipou muitas das problemáticas do Círculo de Viena.
Além dos títulos descritos, Peirce também era matemático, físico e astrônomo. Dentro das ciências culturais estudou particularmente
Linguística, Filologia e História, com contribuições também na área da Psicologia Experimental. Estudou praticamente todos os tipos de ciência em sua época, sendo também conhecedor de mais de dez idiomas.
Ao longo do desenrolar do texto, abordarei os principais tópicos do estudo da semiose de Pierce, aplicada a publicidade.
Palavras-Chaves: Lúcia santaella, Charles Sanders Peirce, O que é Semiótica, Publicidade.
Introdução
Semiótia do Grego “Semioké” ou a arte dos sinais, termo originário da palavra “Semion = Signo. O primeiro a chamar semiótica de “ciência dos signo”, foi o filosofo britânico John Locke (1632-1704).
Do século XVI aos dias de hoje surgiram inúmeros intelectuais adepto ao estudo da semiótica, mas Charles Sanders Peirce certamente é o nome melhor indicado para traduzir o termo Semiótica como a Ciência do signo.
Esse pensador americano nascido em Cambridge, 10 de setembro de 1839 e falecido a 19 de abril de 1914 em Milford, foi filósofo, cientista, matemático entre outras Disciplinas do saber, Pierce foi antes de tudo cientista, mas mais que isso um apaixonado pelo estudo da lógica, sendo esse interesse em estudar a lógica aplicada às ciências, para Peirce entender a lógica das ciências era entender seus métodos de raciocínio.
Peirce é conhecido pelas suas obras sobre lógica, filosofia da ciência, filosofia da linguagem e semiótica pragmática, nome que ele da a sua teoria no geral. A isso tudo damos o nome de semiótica filosofia da ciência.
Semiótica visão peirciana da lógica conhecida no geral como, Ciência/Teoria/ Doutrina ou simplesmente ponto de vista sendo esse ultimo o termo mais adequado para representar a palavra semiótica como forma de se olhar o mundo. Segundo Peirce vemos o mundo como objeto que nada mais é que uma representação, logo objeto são os signos. Nosso ponto de vista é como representamos os objetos, portanto é a percepção que o ser humano tem do mundo, que nada mais são que representações do real, mas que em sua essência não constitui o real. Damos a esse fato o nome de signo, pois reconhecemos o mundo através dos mesmos. Peirce divide o signo em três partes: representante, objeto e interpretante.
Percepção do signo
A primeiridade sendo o primeiro efeito é o primeiro tipo de parcialidade que percebemos (por que) nos não conseguimos perceber os inteiros. a qualidade distintiva do objeto. Sendo a categoria que dá à experiência a sua originalidade e liberdade a qualquer elemento segundo. Mas ao mesmo tempo, primeiridade é o componente do segundo.
A segundidade é o ato do existir, é aquilo que da a experiência. Ação e reação. Algo materializado. Finalmente terceridade é o que aproxima um primeiro e um segundo é o pensamento intelectual é o pensamento em signos através do qual interpretamos e representamos o mundo.
Jeito 1: representa a partir que eu penso, automaticamente ele é passado. Por tanto passa a ser jeito 2.
Jeito 2: Ação / Reação é causa efeito, é notar o que é visualizando pelo interpretante.
Jeito 3: É o reconhecimento do objeto a partir da minha memória ou minha percepção do mundo.
Ver algo como signo é ver esse algo terceiramente. Por tanto :
1.Primeridade. Sensação, Qualidade, Forma.
2.Segundidade. Ver em ato, o atual o sujeito é o objeto.
3.Terceridade. O entender, o nomear, o saber. É o registro simbólico do fato.
A divisão descrita acima como se pode ver trata- se de uma espécie de mapeamento ema divisão lógica do pensamento a partir disso Pirce estabeleceu 10 classes principais de signos. Não se fazendo necessário o estudo a fundo dessas 10 classe a esse trabalho de analise do estudo da semiótica aplicado ao processo de comunicação publicitário.
Há uma enorme variação de definição de signo descrita nos textos de Peirce dentre elas:
“um signo intenta representa, em parte pelo menos, um objeto que é, portanto, num certo sentido, a causa ou determinante do signo, mesmo se o signo representar seu objeto falsamente. Mas dizer que ele representa seu objeto implica que ele afete uma mente, de tal modo que, de certa maneira, determine naquela mente algo que é mediatamente devido ao objeto. Essa determinação da qual a causa imediata ou determinante é o signo, e da qual a causa mediata é o objeto, pode ser chamada o interpretante”
Portanto Signo é qualquer coisa que esteja no lugar (que faça representação a algo) de qualquer outra coisa para alguém em algum aspecto. Portanto se as nuvens fazem referência a chuva, ela para mim é signo por que está no lugar de chuva que ainda não veio, mas que suponho que virá, podemos dizer que o signo é a matéria da linguagem.
Sistema de signo que se destina ao estabelecimento de vínculos com base na troca de informações sobre o mundo. Qualquer signo, imagens, sons, palavras, desenhos, gestos ou posturas, tais como estilo, chamamos de linguagem. Quando pensamos em um fato traduzimos o real para representação a partir de signo que transformamos em linguagem para nos comunicarmos com outra pessoa.
Quando pensamos no mundo pensamos em signo, mas a minha percepção do mundo não é o mundo, sendo assim nenhum relato do fato representa totalmente o fato.
Portanto Semiótica é uma Ciência que estuda a produção do sentido nas diversas linguagens que possibilita a comunicação.
“As linguagens estão fundamentadas em esquemas perceptivos. Assim sendo, os processos perceptivos também fazem parte dos estudos semióticos. Além disso, a semiótica estuda os processos de comunicação, pois não há mensagem sem signos e não há comunicação sem mensagem. É por isso que a semiótica nos habilita a compreender o potencial comunicativo de todos os tipos de mensagens, nos variados efeitos que estão aptos a produzir no receptor. Esses efeitos vão desde o nível puramente emocional, sensório até os níveis metafóricos e simbólicos.” (SANTAELLA)
O profissional de comunicação envolvido no processo criativo ao desenvolver uma campanha ou mesmo peça publicitária deve ter em mente os conceito semiótico a fim de melhor selecionar os elementos a utilizar no desenvolvimento da mensagem, para otimizar seu impacto emotivo e conceitual sobre determinado público (Target). Com o mundo mercadológico, cada vês mais segmentado a semiótica desempenha um papel importante no sentido de pré seleção dos elementos apropriados a construção simbólica da comunicação entre a marca e o target. O impacto ou não que a publicidade desperta sobre o target é o interpretante da publicidade.
A análise Semiótica pode ser encarada como uma importante ferramenta para empresas e marcas, pois, a teoria dos signos de Peirce, nos fornece um grande mapa lógico que pode nos auxiliar no reconhecimento do universo dos signos, na discriminação das principais diferenças entre signos e no aumento da nossa capacidade de interpretação dos conceitos sociais. Sobre o comportamento do público seus valores, costume e religião. Onde uma temática de sucesso destinada à população do continente americano pouco provavelmente servirá aos povos do continente asiático. (Exemplo: anuncio de Churrascaria)
A peça publicitária sobre o aspecto semiótico pode ser índice (indicar algo), símbolo (sugerir algo) ou ícone (representar algo), ou conter os três elemento em uma única peça utilizando de elementos enraizados na cultura da população/Sociedade (Target).
Analise semiótica aplicada à Criação publicitária.
A criação do cachorro-peixe precisou de algumas centenas de horas de trabalho de computação gráfica antes da primeira veiculação na TV brasileira, em novembro de 2008. A peça foi focada no público jovem, potencial consumidor do SpaceFox, para ressaltar de maneira bem-humorada o principal conceito do modelo da Volkswagen, o amplo espaço interno de um carro robusto e confortável.
Para isso, o vídeo mostra o estilo de vida despojado de um surfista na praia com seu animal de estimação um alegre cachorrinho (índice), que hora um simples cão hora uma mistura de cachorro com peixe (símbolo) criação imaginária do personagem jovem surfista.
A idéia de usar a imagem de dois índices que conhecemos muito bem sendo o cachorro uns dos animais de estimação mais popular no Brasil e um peixe representando o mar, para juntos formarem um símbolo de animal de estimação companheiro para todas as horas. Nada mais apropriado do que um cachorro-peixe como animal de estimação de um surfista que passa a maior parte do dia na praia.
O “cachorro-peixe é um símbolo imaginário do personagem surfista a fim de reforça a mensagem principal da peça” SpaceFox. Cabe o que você imaginar.
Analise semiótica aplicada à propaganda nazista.
A imagem mostra o líder nazista Adolf Hitler segurando a bandeira do partido nazi (índice), sua pose lembra e muito São João, santo cristão (símbolo), que remete ao homem que traz a salvação. Ao fundo acima da cabeça de Hitler ha um avião iluminado (índice), mas que na verdade passa a idéia de ser uma pomba símbolo cristã (Símbolo).
Importante citar que essa peça foi criada com objetivo de divulgar o partido Nazi em comunidades Cristãs onde o mesmo tinha poucos seguidores.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Semiótica um tema muito amplo e bem discutido na Net com vários pontos de vista aqui segue o meu!
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